Estilhaços #05

Hoje eu fui diagnosticado com a lepra moderna, a conjuntivite. Depois de uma mijada e um colírio ardido, eu saí do consultório fadado a ficar uma eternidade de alguns dias sem trabalhar, quando uma criança me perguntou:

- Tio, ganha chocolate depois da consulta?

- Não.

No donut for you, criança. E uma semana de antibiótico pra mim.

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Memórias: por onde andará Suzanne Vega?

Quando eu tinha uns 11 ou 12 anos de idade, a Rádio Atlântida costumava ter uma programação ótima entre as 0h e 7h da manhã – da segunda metade do Pijama Show, passando pela programação randômica da madrugada até o começo do Tá na Hora, primeiro programa da manhã, apresentado pelo Eron Dalmolin.

Às vezes eu ficava escutando essas sete horas de música (o que fez meu pai tirar o rádio do meu quarto por uns meses). Descobri uma pilha de boas músicas e artistas durante a programação randômica da madrugada, entre o Pijama e o Tá na Hora – dá pra colocar na conta aí Ozzy, Pixies, Joan Osborn (aquela da música cristã), Smashing Pumpkins, com 1979 (que saudades do bom Pumpkins!), Ultraje a Rigor, as músicas lado-b do Paralamas (tipo essa), Hoodoo Gurus (Come Any Time ainda é hit, inside my head), o excelente Living Colour (sempre tocava Solace Of You) entre outras.

O curioso dessa história é que eu precisava ir atrás dos autores das músicas “na raça”. Hoje bastaria jogar a letra da música no Google. Mas na época eu gravava a programação da rádio em fitas K7 (que na época já eram um recurso meio antiquado) e depois mostrava pra quem pudesse conhecer. Lembro, inclusive, que eu decorei, durante algum tempo, a ordem das músicas. Sabia, por exemplo, que a quinta-feira de madrugada sempre começava com No More Tears e terminava com Te Ver.

Decorando a programação descobri também alguns artistas one hit wonder. Caso da Suzanne Vega. Por onde andará Suzanne Vega? – autora do hit que abria as madrugadas de quarta-feira da Rádio Atlântida, há mais de dez anos.

Uma pergunta sem resposta. Nem vou abrir a Wikipedia.

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Março

Ironicamente, acho pela-saco ficar usando blog para o que ele foi projetado: ser um registro de atividades pessoais. Até porque, as redes sociais estão fazendo isso muito bem.

De qualquer forma, algumas coisas surgiram neste mês. A primeira delas, um projeto antiga, desopilação de fígado: o Discos Empoeirados, blog coletivo que toco com uma série de amigos que fala sobre… Boa música. Mesmo, não tem coisa ruim aí, pode clicar sem medo.

Outra coisa é um projeto que está na fase dois. O Gratuite, que toco com a sócia-prodígio Marianne Ternes. Antigamente utilizava esse espaço para vazar eventos ou coisas interessantes que aconteciam em Florianópolis. Agora tá tudo ali, editado, bonitinho.

Entre outras coisas, houve também uma mudança de emprego, melhoras, perspectivas, uma nova namorada etc. Mas sem muitos detalhes, senão vira egolatria.

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Ecad piadista

Eu ia escrever um texto enorme sobre essa situação ridícula envolvendo o ECAD e um blog carioca, mas esse cara já explicou tudo aí nesse vídeo.

 

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Dia 29

Ano bissexto.

Li várias matérias hoje sobre essa data cabalística.

Numerosos em polvorosa.

Não vai rolar nada, bicho.

Aproveitei o ensejo pra registrar a compra de um skate. Tirei daqui: http://longboardsafe.tumblr.com/

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